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 30/04/2006 a 06/05/2006

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Joana Flor: poemas e outras bossas
 


 

Copan

 

A pausa desatenta

De lentas manhãs...

Percebe o sono que habita esse murmúrio desconsolado

que atravessa a noite de suas janelas.

Enquanto clama-se por um abandono minuto,

em busca desses segundos compartilhados

à beira de um

lugar nenhum

no qual caminha

ninguém.

Procuro no teu berço...

Nada.

Por isso me encontro

E me perco

Sempre que lembro meu nome.



Escrito por joana flor às 15h23
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Que há de ser o mais tarde?

Te encontro ou te perco?

Te mato ou te amo?

Te abuso ou te mamo?

Te meto ou me enfio...

Pelo cano...

 



Escrito por joana flor às 15h22
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essas faltas...

Hoje acordei com alguns instantes atravessados na minha janela....

Outros alhures.....me traziam um pouco de saciedade

Pra esse estranho fosso que me surpreende.....

Hoje quase estive perto do que me alimenta

Do que me consome

Do que habita meus anceios

O que é possível e tão improvável

esse precipício à beira de teus olhos

no quando me jogo por meus pensamentos

onde

sendo

instante

silêncio.

O hoje ainda é...

Amanhã quem sabe

Dissolvo

essa ausência

que habita meu tempo.

essas horas lânguidas que me lembram teu corpo...

tenho me privado de certos segundos...

pois estar absorto

em mar de ficções

traz à tona ser um outro

um outro instante de passar o tempo.

Meu dia como um amigo que me falta.

Como um estranho que me cumprimenta

Somente estando

Sendo...

O que não se sabe.



Escrito por joana flor às 15h16
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Se foram gastos...

Se foram tardios...

Não sei ao certo se ao menos foram

o fim da poesia

está onde o agora se estreita

e significa apenas.

esse fim

é o que impede

o sobremomento

camuflado nesses segundos

que mal comportam a si mesmos.

Esse tempo ínfimo, curto

mata o que há na poesia

que é a longevidade

de um momento sequer

um momento qualquer

que se torna infinito

além de quem escreve

como um filho pródigo

como um filho que não se tem

e se cria a cada instante.



Escrito por joana flor às 15h15
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o diabo...

Ontem estive com ele

Sim estive bem ao lado

Quase me sobrepujei em seus olhos

A cada instante me movendo como lesma

Consegui

Por um milésimo

Estar em sua pele

Em seu rosto

Ele

Que tanto sobra, mas tanto falta

Que tanto assombra e tanto acolhe

Que representa a si mesmo como tudo e todos

Sim estive em seus pés

A pisar-lhe o calo

Desrespeitando-lhe a face

Peitando seus incestos

Assim

Olho no olho

Gritando em silêncio meus desamores

Estive ao seu lado

Por pequena interseção....

Então

Pintou em minha falta

O sorriso de uma ausência preenchida

Foi quando vi

Que apenas

Somente

Me olhava ao espelho.

Escrito por joana flor às 15h13
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Onde estavam eles

Os que vieram esperar pelos incandescentes desejos?

Aqueles que escorrem na manhã

Os pequenos

Os grandes

E no decorrer do dia

Evaporam

Acasos

Distâncias

Silêncios...

aqueles que esquecem os nomes

e desfazem a cor da noite...

e a noite...

simples e singular

nos cabe apenas

a noite sempre

a noite nada

a noite nua

descansa seus seios

em meus versos

onde escondo meus olhos

onde esqueço meus olhos

em seu colo,

noite,

beijo,

breu...

 

 

 

 

 

 



Escrito por joana flor às 15h12
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partitura

 

Diz-se estando deitada

uma semínima

desafina

seus anceios

à uma breve

semibreve

que descansa-se sobre uma linha

de um pentagrama qualquer

num caderno de segunda.

 



Escrito por joana flor às 15h11
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Desde o entanto mais profundo que transportava certos desejos

Sempre tudo muito tanto

Que ao menos

Certo de  se estar calado e mudo

O último segundo despoja-se de si mesmo

Como instantes avenidas

Que atravessam

A pausa.



Escrito por joana flor às 15h11
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À descartes

 

Quando jaz no peito,

o pranto de ser condenado,

à sempre estar

dentro de um mundo

ao qual não pertence.

Quando bate nos olhos a ignorância,

é porque sabe

que encontra

à sua frente

um pouco do outro,

aquele que difere.

Eu sei,

hoje,

que

de tantos no mundo,

não posso,

não comporto,

a verdade,

a certeza.

Mas me sinto alheia,

longe, me sinto

quase

inabitante

e

inabitável.

Me sinto inóspita

dentro e fora

de minha opinião.

Hoje, me falta

amanhã.

Sou o que penso,

mas meu pensamento

anda sem casa,

sem porto,

tenho andando assim:

no limite entre

o quase

e a dúvida.

Escrito por joana flor às 15h06
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Como podem as coisas

se fazerem de tão desentendidas que são,

ou pretendem,

como quem não quer nada,

se fazerem de desentendidas.



Escrito por joana flor às 15h03
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separações

Silêncio

É o que me habita

Me tenho perdido

Por entre meus medos

Acabo por desandar meus passos

Acabo por desfazer meu rosto

Enquanto desconstruo o seu...

No onde ele se encontra.

Procuro não ver seus lugares

O que é seu que me persegue

O que é seu que me deságua...

Seu cheiro em minha solidão.

O que deságua nos olhos

Um oceano de falta.

Acabo que me acostumo

Com esse meu pranto desandado

Com esse meu choro despedaçado

De falta de música

De falta de cor

De falta de mundo

De falta de abraço

De falta...

Recomeço

De onde havia parado

E quando interrompi meus anseios

No momento em que permiti

Sua presença em meu peito.

Olho pro futuro

Com vontade de mudança

E permito

Que as coisas

Sejam como sempre

Tão inovadoras

E...

Quando mais respeito meus danos

E desenganos

Por um crescimento tardio

Nessa tarde de inverno

Quando meu pensamento

Se encontra aí...

No seu

No seu presente

Que menos percebe

Que menos comporta.

Você...

Se perdeu por seus medos,

E eu por minha coragem.

Escrito por joana flor às 15h02
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desejos

Esse quando que não chega...
tarda alguns sentidos....
O como não basta pro meu onde,
sendo antes o instante
que te aguardo.
Já não tanto,
tento o acaso,
sendo este um caso perdido.
Enquanto sinto o quanto quero,
espero, o momento-minuto,
de um segundo,
onde meu mundo,
por um descaso do tempo,
encontre o seu quando.


Escrito por joana flor às 15h01
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deus

Enquanto meus olhos procuram pelo infinito...

Que não posso achar pela janela....

Eu sei que no horizonte.....

Que há um horizonte.

Mas que não posso vê-lo.

Não sei talvez seja a falta do mar.

Aquilo que se ausenta e permanece imóvel,

como uma cabeceira,

aquilo que me torna

aquilo que me torna tão pequeno

pro que é meu

e que eu tenho pro meu espaço definido

que é meu corpo.....

o ar que ainda respiro....

se torna água,

enquanto me dissolvo....

enquanto me dissolvo,

no estar do estar agora,

no meio do que chamam

deus.



Escrito por joana flor às 14h58
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dissertações

 

Nunca pude dizer o que há de conjetural em palavras escritas sem parecer-me estranha,

Nem o perceber de tal fatal hipótese

Me faz menos outra pessoa para meus olhos.



Escrito por joana flor às 14h57
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Escuto a falta que faz tua ...

de quando teu dentro me devolve à face

o que há de sonho...

Hoje,

Trago em minha boca

o apenas que é o tempo,

nesse tanto que é teu corpo,

me dissolve de segundos

pelo nunca que me sempre,

quando transpira esses instantes

no onde habito teu agora.

 

 



Escrito por joana flor às 14h56
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